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BOLETIM DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Nº 01

Agosto /2017

 

 

 A dengue é uma doença febril, aguda, causada por quatro sorotipos diferentes (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) de vírus do gênero Flavivirus. A sintomatologia é caracterizada por febre, cefaleia, artralgias, mialgias e prostração. No entanto, observa-se que neste tipo de enfermidade é comum ocorrerem também infecções assintomáticas e até manifestações hemorrágicas severas, como a febre hemorrágica de dengue.

O vírus dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e possui um alto grau de sinantropia[1], sendo amplamente distribuído no território nacional.

  • distribuição dos casos no município

Números de casos prováveis* de dengue ocorridos no município de Sobrália no período de 2014 a 2017.

*A soma dos casos suspeito e confirmados.

  • levantamento rapido do indice de infestação por Aedes aegypti – LIRAa

 

LIRAa é o mapeamento rápido dos índices de infestação por aedes aegypti. Permite a identificação dos criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Índices até 1% indicam condições satisfatórias, entre 1% e 3,9%, situação de alerta e índices superiores a 4%, risco de surto.

Em 2014 foi realizado seis ciclos de LI (levantamento de índice) no município e a média ficou em torno de 2,03 %. Em 2015 foi realizado seis ciclos de de LI (levantamento de índice) no município e a média ficou em torno de 8,5%. Em 2016 foi realizado apenas uma pesquisa cujo o índice ficou em 5,8%. No primeiro semestre de 2017 foi realizado duas pesquisa que teve a média de 2,9%.

 

Obs.: considere que nos anos de 2014 e 2015 foram realizados 6 ciclos de pesquisas, no ano de 2016 uma pesquisa e em 2017 duas pesquisas já realizadas.

 

  • medidas de controle

Por ser um doença de notificação compulsória, todo caso suspeito deve ser comunicado, pela via mais rápida, ao Serviço de Vigilância Epidemiológica.

A notificação dos casos suspeitos, a investigação do local provável de infecção, bem como a busca ativa de casos são medidas importantes pois, a única garantia para que não exista a doença é a ausência do vetor.

Segundo a OMS, há uma maior probabilidade de ter uma epidemia quando os índices de infestação predial (número de imóveis com focos positivos de Aedes aegypti sobre o total de imóveis inspecionados vezes 100) estão acima de 5%. Porém, não existe uma variável “mínima” da qual se possa ter certeza de que não ocorrerão surtos de dengue.

Entre as medidas de combate estão:

O manejo ambiental: atividades rotineiras dos profissionais que visam mudanças no meio ambiente que impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais do Aedes;

O controle químico: consiste em tratamento focal (elimina larvas), peri-focal(em pontos estratégicos de difícil acesso) e por ultra baixo volume – “fumacê”[i] (elimina alados).

Entre outras medida de combate estão a melhoria de saneamento básico; participação comunitária no sentido de evitar a infestação domiciliar do Aedes, por meio da redução de criadouros potenciais do vetor (saneamento domiciliar) e , a Educação em Saúde até que a comunidade adquira conhecimentos e consciência do problema para que possa participar efetivamente.

[1] Sinantropia: capacidade de adaptação dos animais ao meio urbano.

[i] uso restrito em epidemias

REFERÊNCIAS:

Ministério da saúde :visitado em 17 /08/2017

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_aspecto_epidemiologicos_diagnostico_tratamento.pdf

Ministério da saúde – Caderno de atenção básica -21 –Vigilância em Saúde edição :2008

Secretaria do Estado de Saúde: Boletim epidemiológico de monitoramento dos casos de Dengue, Febre Chikungunya e Febre Zika. Nº 66, Semana Epidemiológica 27

 

Centro de controle de endemias de Sobrália: Levantamento de indices de infestaçã0.

Sinan on line

Cílcia Ferreira de Sousa Alves

Coord. de epidemiologia /e Vig. em saúde

Evaldo Alves de Oliveira

Coord de endemias

 

REFERÊNCIAS:

Ministério da saúde :visitado em 17 /08/2017

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_aspecto_epidemiologicos_diagnostico_tratamento.pdf

Ministério da saúde – Caderno de atenção básica -21 –Vigilância em Saúde edição :2008

 

Secretaria do Estado de Saúde: Boletim epidemiológico de monitoramento dos casos de Dengue, Febre Chikungunya e Febre Zika. Nº 66, Semana Epidemiológica 27

Centro de controle de endemias de Sobrália: Levantamento de indices de infestaçã0.

Sinan on line

Cílcia Ferreira de Sousa Alves

Coord. de epidemiologia /e Vig. em saúde

Evaldo Alves de Oliveira

Coord de endemias