Portal da Transparência

Novo Boletim Epidemiológico

Boletim de vigilância em saúde

Nº 02

Dezembro /2017

chikungunya

 

 

 

 

 

 

 

O que é Chikungunya?

A Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.

  • manisfestações clínicas

Os casos sintomáticos se divide em 3 fases: Fase aguda, fase subaguda e fase crônica.

  • FASE AGUDA :é caracterizada por febre de início súbito, poliartralgia acompanhada de dores nas costas, Rash cutâneo, cefaléia e fadiga, dura em média sete dias. Outro sinais e sintomas na fase são dor retro ocular, calafrios, conjuntivite sem secreção, dor abdominal e neurite.
  • FASE SUBAGUDA: febre normalmente desaparece, podendo haver persistência ou agravamento da artralgia, poliartrite distal, piora da dor articular nas regiões previamente acometidas na primeira fase e tenossinovite hipertrófica subaguda em mãos, surgimento de lesões purpúricas, vesiculares e Alguns pacientes podem desenvolver doença vascular periférica, fadiga e sintomas depressivos. Se os sintomas persistirem por mais de três meses, após o início da doença, estará instalada a fase crônica.
  • FASE CRÔNICA: O sintoma mais comum nesta fase crônica é o acometimento articular persistente ou recidivante nas mesmas articulações atingidas durante a fase aguda, caracterizado por dor com ou sem edema, limitação de movimento, deformidade e ausência de eritema. Também há relatos de dores nas regiões sacroilíaca, lombossacra e cervical. Alguns pacientes poderão evoluir com artropatia destrutiva semelhante à artrite psoriática ou reumatoide. Outras manifestações descritas durante a fase crônica são: fadiga, cefaleia, prurido, alopecia, exantema, bursite, tenossinovite, disestesias, parestesias, dor neuropática, fenômeno de Raynaud, alterações cerebelares, distúrbios do sono, alterações da memória, déficit de atenção, alterações do humor, turvação visual e depressão. Esta fase pode durar até 3 anos.

 

  • MANISFESTAÇÕES ATIPICAS E GRAVES: Muitas das causas de óbitos relacionadas a infecção são por descompensação de comorbidades, que incluem pacientes com prévia disfunção cardíaca, doenças renais ou pulmonares. As formas graves da infecção pelo CHIKV acometem, com maior frequência, pacientes com comorbidades (história e convulsão febril, diabetes, asma, insuficiência cardíaca, alcoolismo, doenças reumatológicas, anemia falciforme, talassemia e hipertensão arterial sistêmica), crianças, pacientes com idade acima de 65 anos e aqueles que estão em uso de alguns fármacos (aspirina, anti-inflamatórios e paracetamol em altas doses).
    • distribuição dos casos no município
  • O termo “Chikungunya” deriva do swahili, um dos idiomas do país da Tanzânia, onde ocorreu o primeiro caso em 1952, e significa “aqueles que se dobram”, devido a curvatura com que os pacientes podem atingir por conta das intensas dores causadas pela doença. Em solo brasileiro, a doença foi confirmada apenas em 2014, porém, desde então, as preocupações são grandes.Em 2014 ocorreu no município de Sobrália o primeiro caso suspeito porém foi descartado através de exames laboratoriais. Não houve nenhum registro de casos no ano de 2015 e em 2016 o município registrou mais 2 casos suspeitos. Já em 2017 houve um grande aumento de casos da doença confirmados no município no total foram registrados 61 casos com 95% de confirmação.Números de casos prováveis* de Chikungunya ocorridos no município de Sobrália no período de 2014 a 2017.
  • *A soma dos casos suspeito e confirmados. 
    • levantamento rapido do indice de infestação por Aedes aegypti – LIRAa

     

    LIRAa é o mapeamento rápido dos índices de infestação por aedes aegypti. Permite a identificação dos criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Índices até 1% indicam condições satisfatórias, entre 1% e 3,9%, situação de alerta e índices superiores a 4%, risco de surto.

    Em 2014 foi realizado seis ciclos de LI (levantamento de índice) no município e a média ficou em torno de 2,03 %. Em 2015 foi realizado seis ciclos de LI (levantamento de índice) no município e a média ficou em torno de 8,5%. Em 2016 foi realizado apenas uma pesquisa cujo o índice ficou em 5,8%. No primeiro semestre de 2017 foi realizado duas pesquisa que teve a média de 2,9%. Em outubro de 2017 foi realizado o LIRA que teve o percentual de 0,5% de índice de infestação de aedes aegypti.

  • Obs.: considere que nos anos de 2014 e 2015 foram realizados 6 ciclos de pesquisas, no ano de 2016 uma pesquisa e em 2017 duas pesquisas já realizadas.
    • medidas de controle

    Por ser um doença de notificação compulsória, todo caso suspeito deve ser comunicado, pela via mais rápida, ao Serviço de Vigilância Epidemiológica.

    A notificação dos casos suspeitos, a investigação do local provável de infecção, bem como a busca ativa de casos são medidas importantes pois, a única garantia para que não exista a doença é a ausência do vetor.

    Segundo a OMS, há uma maior probabilidade de ter uma epidemia quando os índices de infestação predial (número de imóveis com focos positivos de Aedes aegypti sobre o total de imóveis inspecionados vezes 100) estão acima de 5%. Porém, não existe uma variável “mínima” da qual se possa ter certeza de que não ocorrerão surtos de Chikungunya.

    Entre as medidas de combate estão:

    O manejo ambiental: atividades rotineiras dos profissionais que visam mudanças no meio ambiente que impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais do Aedes;

    O controle químico: consiste em tratamento focal (elimina larvas), Peri-focal (em pontos estratégicos de difícil acesso) e por ultra baixo volume – “fumacê”[i] (elimina alados).

    Entre outras medida de combate estão a melhoria de saneamento básico; participação comunitária no sentido de evitar a infestação domiciliar do Aedes, por meio da redução de criadouros potenciais do vetor (saneamento domiciliar) e, a Educação em Saúde até que a comunidade adquira conhecimentos e consciência do problema para que possa participar efetivamente.

    REFERÊNCIAS:

    Ministério da saúde :visitado em 17 /12/2017

    Protocolo Chikungunya –manejo clinico -2ª edição 2017

    Ministério da saúde – Caderno de atenção básica -21 –Vigilância em Saúde edição :2008

    Secretaria do Estado de Saúde: Boletim epidemiológico de monitoramento dos casos de Dengue, Febre Chikungunya e Febre Zika. Nº 66, Semana Epidemiológica 27

    Centro de controle de endemias de Sobrália: Levantamento de indices de infestaçã0.

     

    Sinan on line

     

     

    Cílcia Ferreira de Sousa Alves

    Coord. de epidemiologia /e Vig. em saúde

    João Nogueira                                            Antonio Geraldo

    Supervisor de campo                                Digitador de endemias